4 de março

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Tem coisas que costumam não dar muito certo. Festas de arromba, por exemplo. Quando Andrew Jackson tomou posse como o sétimo presidente americano, em 4 de março de 1829, parou e pensou: “Ok… e agora… o que um presidente deve fazer no primeiro dia do seu mandato?“. Depois de refletir, tomou uma decisão à altura do cargo: abriu as portas da Casa Branca e deu uma festa. Coisa pequena… uns 20 mil convidados. A animação deu tão “certo” que o presidente teve que sair por uma janela. O caos só foi controlado quando levaram os barris de whisky para os jardins.

Hoje um Andrew Jackson vale 20 doletas…

Esse é um exemplo extremo, lógico. Para algo não dar certo não precisa tanto esforço, basta abrir a boca, como fez John Lennon em 4 de março de 1966, ao dizer que os Beatles eram “mais populares que Jesus”. Aquele povo que costuma tomar as dores de Jesus queimou discos em praça pública, rádios pararam de tocar as músicas da banda e até a Ku Klux Klan fez ameaças. O empresário do grupo botou panos quentes e John Lennon pediu desculpas… mas tudo mudou a partir deste dia… e o último capítulo desta história veio pelas mãos de Mark David Chapman, o cristão que atirou em Lennon, motivado, entre outras coisas, pela famosa frase.

Se você tiver que expor suas ideias sobre alguma coisa, não fale de religião. Busque um assunto mais tranquilo. Futebol, por exemplo. Quando Pelé publicou a lista com os “125 maiores jogadores de futebol do mundo ainda vivos” a pedido da Fifa, choveu paulada de todos os lados. Gregos e Troianos são complicados mesmo. A parte boa é que nenhum torcedor atirou no Pelé… ainda.

Tornar nossas ideias públicas é sempre inflamável. Tancredo Neves, o maior presidente que o Brasil não teve, deixou isso claro em uma de suas célebres frases: “Não são os homens, mas as ideias que brigam“. Tancredo nasceu hoje, só que em 1910, por prepare o bolo e cante “Parabéns a você”… mas pode cantar sem medo, porque não será preciso pagar direitos autorais: a música, que foi publicada oficialmente pela primeira vez 4 de março de 1925 por Clayton F. Summy já é de domínio público (e a Warner é P*** da vida com isso).

Uau… já tem conhecimento demais aqui, vamos trabalhar? Afinal, como dizia Tancredo, “Para descansar, temos a eternidade.”

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Hummm… tá… eu sei que você curte uns links para ir mais fundo…

Andrew Jackson e o queijo gigante
A história do “Parabéns a você”
A lista do Pelé com os melhores jogadores


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2 thoughts on “4 de março”

  1. Maria Cibulski disse:

    Tenho medo de extremos, de fanatismo em qualquer área. Mais não comento para não para não despertar os ânimos dos “perfeitinhos” de plantão. Há pessoas que SE ACHAM e há os que SÃO. Simples assim! Bom dia!

  2. Sergio L.Cibulski disse:

    Emitir uma opinião no Brasil é correr risco de vida. Política nem se fala mas pode escolher outro assunto que o bicho pega. O povo não troca argumentos, só ofensas. A internet é o palco ideal. É como dois cachorros brigando com uma grade no meio. Eles latem sem parar e nunca chegam a uma conclusão.Não se isto esquenta ou esfria a cabeça mas parece que eles gostam. Tem gente que só faz isto e mais nada. Entram, jogam pedras, e vão embora. Brigar parece que passou a ser o passatempo preferido das pessoas.

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