1 de março

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Até o dia 1 de março de 1989, a cerveja era considerada ilegal na Islândia e isso é uma tremenda injustiça! Pensa naquele dia de verão na região, o sol bombando, os termômetros explodindo com uns 8 ou 10 graus… ninguém aguenta ficar sem uma cervejinha! Mas isso é passado… hoje se comemora o “Dia da Cerveja” por lá. Saúde!

A definição de injustiça pode ter diferentes graus de seriedade, formas e intensidades. O livro “Os Séculos” de Nostradamus, publicado em 1 de março de 1555, traz profecias sobre o futuro da humanidade e, com um pouco de boa vontade, pode ajudar na compreensão do tema, já que menciona terroristas e ditadores, além de catástrofes e revoluções. Se você não gosta muito de ler, ouça Justin Bieber: o aniversariante de hoje escreveu a música “Pray”, onde destaca várias injustiças sociais ao redor do mundo.

Uma das maiores injustiças da história teve início em 1692. Em 1º de março Sarah Good, Sarah Osborne e Tituba foram julgadas por serem acusadas de bruxaria, com base em depoimentos questionáveis, que só faziam sentido no contexto da época. Após um “julgamento”, foram condenadas à morte e entraram para a história como “As Bruxas de Salem“. Ao todo, 200 pessoas foram acusadas e, destas, 19 executadas por enforcamento. O termo “Caça às Bruxas” foi criado para ilustrar essa histeria coletiva.

Cena ilustrativa representando o julgamento das Bruxas de Salem

A crueldade é uma das marcas da injustiça. Naquele 1º de março de 1932, um bebê de apenas 20 meses seria sequestrado em sua própria casa. Charles Lindbergh, o pai que conheceu o desespero naquela data, era uma personalidade nacional e isso ajudou o crime a ganhar os jornais. Embora um possível culpado tenha sido preso e executado após longas investigações, o final não foi feliz: o corpo da criança seria encontrado pouco mais de 2 meses após o sequestro.

Charles Lindbergh III, filho do famoso aviador Charles Lindbergh, sequestrado em 1 de março de 1932 e morto alguns meses depois.
Charles Lindbergh III, filho do famoso aviador Charles Lindbergh

Não é raro que injustiças terminem em morte. Isso pode acontecer até de forma poética, mas nem por isso, menos desoladora. Flávia, “a elefanta mais triste do mundo”, foi retirada da natureza aos 3 anos e viveu isolada em um zoológico de Córdoba, na Espanha, por 40 anos. Por não suportar esta crueldade por mais tempo, parou de comer, entrou em depressão e, ao chegar no limite, teve que ser sacrificada. Flávia se viu livre da injustiça em 1º de março de 2019.

Flávia, "a elefanta mais triste do mundo", morta em 1 de março de 2019

Ruy Barbosa, que nos deixou em 1 de março de 1923, traduziu o impacto que estas histórias nos trazem: “A injustiça, por ínfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranqüilidade do coração e a estima pela vida.

As vezes somos motivados pela raiva ou orgulho, em outras, a ganância guia nossos passos. Quando uma decisão lhe parecer intensa demais, contenha suas emoções, recue e pense antes de agir. A injustiça nunca é o caminho para a felicidade.

LEIA UM POUCO MAIS
Injustiça sob o ponto de vista Asteca (28 de fevereiro)
Falou em justiça, falou em heróis (24 de fevereiro)


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2 thoughts on “1 de março”

  1. Maria Cibulski disse:

    Injustiças sempre existiram e existirão. Lidar com elas é um exercício árduo e constante.

  2. Sergio L.Cibulski disse:

    O texto explicou bem exemplos de injustiça. Acredito que não exista ninguém que não tenha sofrido uma injustiça na vida. Pode ter sido pequena ou enorme mas no final, decorrido algum tempo, você chega, muitas vezes, a conclusão que foi melhor assim. A emenda saiu melhor do que o soneto. O importante é não carregar, pelo resto da vida, as pedras que jogaram em você. Jogue no fundo de um lago e deixe que elas repousem lá. Peça que o Criador o oriente e encontre assim o caminho certo.

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